Sudário de Turim: verdade ou fraude? O que a ciência realmente diz sobre o pano de linho que teria envolvido o corpo de Jesus | Ricardo Marques

    O cientista Ricardo Marques fala sobre Sudário de Turim, tecido que segundo a tradição teria envolvido Jesus após sua crucificação. Assista a mensagem completa em blesss.org
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    Em palestra no Consciência Cristã, Ricardo Marques, biólogo e paleontólogo fala sobre as evidências científicas a respeito do sudário de Turim, pano que segundo a tradição envolveu o corpo de Jesus após sua crucificação.

    O que é o Sudário?

    O sudário é um pano de linho que teria sido utilizado para envolver o corpo de Jesus após sua crucificação. Esse pano teria cerca de 4,36 metros de comprimento, e era tradicionalmente utilizado pelos judeus para envolver seus mortos em medidas emergenciais, quando o corpo apresentava condições de muitas feridas e sangramento. Nesses casos o corpo era transportado pelo pano, depois limpo e embalsamado.

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    No caso de Jesus, não houve tempo de seu corpo ser embalsamado, pois segundo o relato bíblico quando as mulheres chegaram Ele não estava mais no túmulo.

    “José tomou o corpo, envolveu-o num limpo lençol de linho e o colocou num sepulcro novo, que ele havia mandado cavar na rocha. E, fazendo rolar uma grande pedra sobre a entrada do sepulcro, retirou-se” Mateus 27: 59-60

    “Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro e, abaixando-se, viu só os lençóis ali postos; e retirou-se, admirando consigo aquele caso.” Lucas 24:12

    Trajetória do Sudário de Turim

    O pesquisador Ricardo Marques faz um panorama sobre os registros encontrados sobre o “Santo Sudário”. Segundo Ricardo, o primeiro registo histórico que se tem desse pano (depois do relato dos evangelhos) é do ano 436 d.C. Os registros dizem que em Constantinopla a imperatriz construiu uma basílica para guardar os panos que envolveram Jesus, recentemente descobertos.

    Outro registro diz que Luiz VII, ao visitar Constantinopla, venerou o sudário que estava ali guardado.

    Guilherme Tyr diz, em um relato de 1171, que o pano não foi visto pelo rei de Jerusalém porque ainda estava em Constantinopla.

    Em 1204 os cruzados dizem que quando chegaram em Constantinopla viram o “Sudário do Senhor”.

    Em 1304 o sudário foi entregue a uma igreja de Lirey na França.

    Em 1453 o pano passou a ser propriedade do Duque Luiz de Sabóia, que o levou para Chambéry, França, a capital de seus domínios.

    1502 o sudário é dobrado e guardado em uma urna de prata, ainda em Chambéry.

    Em 1532 houve um incêndio no local onde estava sendo guardado o pano e uma parte da urna de prata derreteu, danificando o tecido. Irmãs Clarissa fizeram o trabalho de restauração de algumas partes danificadas do tecido.

    Em 1578 o sudário foi transferido para a catedral de Turim, na Itália, e está lá até hoje. Em alguns momentos o sudário fica disponível para exposição, em outros permanece guardado.

    Durante muitos anos, o sudário foi utilizado como objeto sagrado, em que as pessoas tocavam e se benziam com ele, o que resultou em uma certa deterioração do tecido.

    Poléns de Jerusalém são encontrados no Sudário de Turim

     Há uma interpretação para acreditar que o sudário teria vindo de Jerusalém, pois foram encontrados pólens de plantas típicas da Palestina.

    Em 1829, Secondo Pio tirou a primeira foto do sudário, e foi acusado de fraude ao revelar o negativo da fotografia, que mostrava a imagem de uma figura humana. Essa imagem não é feita de sangue, e não se sabe exatamente de onde resulta.

    Negativo do Sudário de Turim.

    Em 1931, foi tirada uma segunda fotografia do sudário, revelando a mesma coisa da primeira. A partir daí, os cientistas quiseram estudar o tecido, mas não tiveram autorização da igreja para isso.

    Evidências de crucificação encontradas no Sudário

    Em 1932, o Dr. Pierre Barbet publica um livro com as impressões que teve a partir de seus estudos sobre as imagens do sudário. Seus estudos revelavam a natureza das contusões sofridas pela pessoa que fora envolvida no sudário, as marcas de açoitamento que condiziam com o formato das ferramentas de açoitamento utilizadas pelos romanos. As marcas de um peito muito saliente correspondiam ao sistema de tortura e asfixia ocorrido durante a crucificação, tal como as marcas de sangue no pulso. Há evidências de 50 perfurações na face, cabeça e nuca, correspondendo à evidência de coroação com espinhos.

    Análise por equipamento da NASA

    Em 1971 a NASA cria um aparelho de análise de imagem potente, analisado o sudário e imagens de Leonardo Da Vinci. A imagem do computador revelou que a imagem do sudário era tridimensional, concluindo que tal imagem não é fruto de desenho ou pintura. Entretanto não se sabe como essa imagem teria sido formada. Cientistas criadores do equipamento da NASA ficaram impressionados com a natureza do sudário, mas não souberam explicar como a imagem teria sido formada. Foi revelada também a imagem de uma moeda colocada sobre o olho do corpo que teria sido envolvido pelo sudário, com 74 pontos congruentes com a moeda de Pilatos.

    Em 1978 foi formado um grupo chamado STPR – Projeto de pesquisa do sudário de Turim – formado por cientistas não-religiosos que passaram 120 horas analisando as características do elemento. Esses cientistas concluíram que essa imagem não era pintada ou desenhada.

    As analises do sangue revelaram altas taxas de bilirrubina, como geralmente apresentam casos de morte por tortura.

    Datação do sudário

    Era preciso testar se a data do sudário correspondia com a época de Jesus ou não. A igreja católica permitiu que fossem coletados 4 pedaços do sudário para datação por Carbono-14. As amostras do sudário foram enviadas para: Universidade de Oxford, Universidade da Suíça e dois foram enviados para a Universidade do Arizona. As equipes trabalhavam longe uma da outra para não haver comunicação e todas as pesquisas revelaram que o tecido seria próximo de data entre 1260 e 1390 d.C., ou seja, parecia que o sudário era uma peça medieval. Entretanto, essas pesquisas não se preocuparam em estudar as outras evidências que demonstravam que o sudário era verdadeiro.

    As pesquisas de Sue Benford

    Sue Benford e Joe Marino, responsável pela pesquisa que questionou a datação do sudário de Turim.

    Dois leigos, Sue Benford e Joe Marino, desconfiaram da discrepâncias nas datações do sudário e descobriram uma técnica de retecelagem francesa que havia incluído fios mais recentes no tecido para manter sua integralidade. Ray Rodgers, um dos cientistas que havia rejeitado a veracidade do sudário após o estudo da datação, quis provar que a tese de Sue e Joe era falsa, mas descobriu que a teoria se confirmava e realmente haviam fios novos e velhos, portanto a datação não era válida.

    Cientificamente, o sudário de Turim revela a imagem de um homem da região de Jerusalém que foi crucificado em características muito semelhantes às descritas nos evangelhos a respeito da crucificação de Jesus. Não há evidências de como essa imagem foi formada, mas é possível inferir que a ressurreição poderia resultar essa imagem tridimensional. A conclusão do professor Ricardo Marques é que de fato esse sudário é uma evidência histórica e científica da ressurreição de Jesus.

    Assista a mensagem completa na plataforma Blesss

    Nessa palestra, o cientista Ricardo Marques fala ainda sobre as correspondências entre o relato dos evangelhos e as marcas do Sudário de Turim e fornece imagens dos resultados das pesquisas científicas a respeito do assunto.

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    Ricardo Marques

    Ricardo Marques é biólogo e mestre em Ciência pela UFC. Ele também é paleontólogo, cadastrado no Directory of Palaeontologists of the World; Zoólogo, astrobiólogo pela University of Edinburg; e biólogo forense, membro da International Crime Scene Investigators Association. Perito ambiental, Marques também é consultor Classe 5.0 (registro técnico-federal/IBAMA). Psicanalista clínico e neuropsicólogo, membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC) e da International Mind, Brain and Education Society (IMBES). Ricardo Marques também é educador, pesquisador, professor universitário e conferencista. Autor de várias publicações, inclusive artigos e livros científicos e materiais didáticos e paradidáticos. Analista de inteligência, membro da Associação Brasileira dos Analistas de Inteligência Competitiva (ABRAIC). Ele é um dos fundadores e coordenador do Núcleo Cristão de Informação – NCI.

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