O socialismo latino-americano: um grande negócio para os ricos e um pesadelo para os mais pobres

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Uma característica típica do socialismo, em todas as formas, épocas e locais em que foi implantado, é a existência de uma elite política relativamente pequena (em conjunto com seus comparsas no “setor privado”) que vive nababescamente, cercada de luxos e regalias.

Essa elite política adquire seu luxo e regalias por meio da pilhagem da população, da destruição da economia, e da imposição de um regime que gera igualdade de pobreza e miséria para todos, transformando os cidadãos em dependentes do estado para sua sobrevivência. Aquele que tem o poder de confiscar toda a riqueza da população de um país será inevitavelmente um magnata.

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Joseph Stalin foi o homem mais rico do mundo durante sua época. Os Rockefellers, os Morgans ou qualquer outro não eram páreo para o verdadeiro “dono” de toda a União Soviética. Os trogloditas socialistas que dominaram a África e alguns países da América Latina durante o período “pós-colonial” são famosos por terem se tornado milionários ou bilionários, com fartas contas bancárias na Suíça, ao mesmo tempo em que a população de seus países passava fome e mendigava ao governo algumas migalhas para sua subsistência.

A elite que forma o 1% da população em um regime socialista faz os plutocratas de Wall Street parecerem indigentes em comparação.

O exemplo mais recente, e reluzente, desta imoral e repugnante elite socialista vem da Venezuela, cujo regime era, até ontem, o mais querido da esquerda.

Um recente artigo publicado no jornal britânico The Daily Mail traz a seguinte manchete: “Socialistas super-ricos saboreiam champanhe nos clubes de elite da Venezuela enquanto mães de classe média reviram as sarjetas em busca de comida […] até os cachorros estão famintos”.

O socialismo venezuelano, conhecido como bolivarianismo ou chavismo (o próprio Hugo Chávez, como não poderia deixar de ser, era um multimilionário; sua filha possui 4,2 bilhões de dólares), conseguiu destruir inteiramente uma economia outrora relativamente rica. Graças às políticas de controle de preços, de impressão desmedida de dinheiro, de estatização de fábricas e de lojas, absolutamente tudo está em falta no país. O desabastecimento é geral, de papel higiênico a remédios, de energia elétrica a arroz. Segundo a reportagem, cidadãos de classe média estão literalmente “revirando montantes fétidos de lixo à procura de algumas folhas de alface e de postas de carne apodrecidas.”

A reportagem é ilustrada com dezenas de fotos dessas cenas patéticas. Dentre as mais perturbadoras estão aquelas de cachorros e outros animais famintos nesse paraíso socialista.

A reportagem é ilustrada com dezenas de fotos dessas cenas patéticas.  Dentre as mais perturbadoras estão aquelas de cachorros e outros animais famintos nesse paraíso socialista.

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Estatizações, controles de preços e asfixiantes regulamentações estatais destruíram de maneira tão completa o pouco que restava de capitalismo, que até mesmo os hospitais ficaram sem papel higiênico. Remédios, então, viraram artigos de luxo.

As pessoas, diariamente, se alinham em filas literalmente quilométricas, que chegam a durar de 10 a 12 horas por dia — exatamente como na época da União Soviética —, na esperança de conseguirem comprar alguma coisa, qualquer coisa, que ainda haja nas prateleiras dos supermercados e das poucas lojas que ainda existem. E, caso consigam algo, este algo será posteriormente utilizado em algum escambo. No paraíso socialista, você não compra aquilo que quer; você compra aquilo que está disponível e então posteriormente utiliza esse bem em outra troca, a qual, com alguma sorte, propiciará a você um item de que você realmente necessite.

Como há uma hiperinflação avassaladora e a moeda perdeu todo o seu poder de compra, não servindo mais nem mesmo como meio de troca, os cidadãos foram rebaixados a essa prática do escambo. A hiperinflação foi gerada pelo fato de o governo venezuelano imprimir dinheiro sem parcimônia com o intuito de financiar suas fantasias socialistas. Para aumentar o pastelão, recentemente foi noticiado que o governo venezuelano ficou sem dinheiro para fabricar mais dinheiro.

A criminalidade explodiu e hoje é a pior do mundo. (Chegou-se a uma situação em que as pessoas são queimadas vivas nas ruas).

Uma mulher de classe média disse à reportagem que “o legado de Chávez é o de pessoas como eu tendo de revirar o lixo à procura de comida”.

Os mercados negros — assim como ocorreu na União Soviética — estão por todos os cantos. Mas são os ricos que conseguem se dar bem com esta situação, pois somente eles conseguem pagar os preços astronômicos praticados neste mercado; e somente eles podem pagar as propinas exigidas pelos mercadores negros. (Como mostra esta reportagem, a situação ficou tão escabrosa que os traficantes de drogas abriram mão de seu ofício em tempo integral e passaram a se especializar no mercado paralelo de alimentos).

Mas quem realmente está vivendo muito bem é a elite socialista que possui boas ligações políticas. Estes fazem festas extravagantes no Country Club de Caracas, cuja mensalidade é quase 500 vezes o salário médio anual de um trabalhador venezuelano de classe média. O artigo do The Daily Mail é adornado por fotos de “festas exuberantes, regadas a muito champanhe, vinho e mesas fartas, onde só é servida comida gourmet”. Um magnata que enriqueceu por meio de suas conexões com o governo é citado dizendo “Por que deveríamos parar de nos divertir só porque o país está derretendo?”

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“Esses ricos são ladrões”, diz a mulher citada no artigo do The Daily Mail.  “Eles são comparsas do governo e roubaram o dinheiro do país. […] Tivemos uma revolução socialista e estes foram os resultados. “Eu me sinto traído.  Nosso sonho socialista está se esfacelando”, disse outra vítima pateticamente enganada pelo socialismo do século XXI.

Enquanto isso, jovens ao redor do mundo seguem sendo seduzidos pela ideia do socialismo, genuinamente acreditando que, sob este sistema, não apenas acabaria o compadrio entre governo e grandes empresários, como ainda os ricos politicamente influentes teriam sua riqueza confiscada pelo governo (seu aliado) e redistribuída para os mais pobres.

Difícil imaginar uma manifestação mais explícita de ignorância. Como explicou Hayek em seu clássico O Caminho da Servidão, a realidade é que, sob o socialismo, “o único poder que vale a pena ter é o poder político”. Por outro lado, é o capitalismo, a propriedade privada e o livre mercado o arranjo que permite o máximo potencial para o crescimento econômico, o progresso e o enriquecimento por meio do empreendedorismo, do trabalho e da iniciativa individual.

A história dá razão ao segundo arranjo. Já os jovens acreditam mais no primeiro. E você ainda acredita que as escolas, os professores sindicalizados, e os currículos controlados pelo governo não estão ensinando direitinho às crianças?

Por Thomas DiLorenzo, no Mises Brasil
Imagens: Reprodução

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