Lanchonete fundada por cristãos ultrapassa McDonald`s e se torna a mais popular dos EUA

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Chick-fil-A é conhecida por manter os valores cristãos e promover ações sociais, como o apoio às vítimas das enchentes que deixaram milhares de desabrigados nos EUA

O líder cristão evangélico Russell Moore felicitou a Chick-fil-A por ser a cadeia de fast food mais popular da América do Norte, de acordo com os check-ins de aplicativos da Foursquare. Quando o site Business Insider criou um mapa animado dos restaurantes de fast food mais populares nos Estados Unidos, com base nos check-ins, a cadeia de sanduíches de frango de propriedade cristã apareceu como a mais popular em 24 estados, passando a gigante McDonald’s.

A Chick-fil-A claramente domina o sul e o sudeste, de acordo com o mapa. “Isto é no mínimo, impressionante. Parabéns @ChickfilA!” tweetou Moore, presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul. A rede de restaurantes é conhecida por manter os valores cristãos.

No ano passado, no Tennessee, um dos estados onde a rede de fast food é a mais popular, a igreja Crosspoint Community e um dono local da Chick-fil-A, Todd Hunley, se juntaram para dar a Morgan Carter, mãe de duas crianças pequenas, uma van para que ela pudesse montar seu próprio negócio. A mulher teve seu carro queimado, na época e não tinha como se sustentar.

Boicote

A Chick-fil-A também sofreu oposição e boicotes devido aos seus valores. Em maio de 2014, Dan Cathy, o presidente do restaurante disse à revista Forbes que ele era “culpado” ao ser acusado de apoiar o casamento tradicional. “Sabemos que pode não ser popular para todos, mas graças ao Senhor, vivemos em um país onde podemos compartilhar nossos valores e operar sobre os princípios bíblicos”, disse ele.

Antes da inauguração de uma nova Chick-fil-A no Queens, bairro da cidade de Nova York, no início deste ano, o prefeito Bill de Blasio tentou frustrar o sucesso do negócio pedindo um boicote à loja.

Junto com De Blasio, o conselheiro gay Danny Dromm afirmou que o restaurante promoveu uma “forte mensagem anti-LGBT, forçando seus funcionários e voluntários a aderir a uma política que proíbe o amor entre pessoas do mesmo sexo”.

“O que a Chick-fil-A disse é errado”, afirmou de Blasio em uma coletiva de imprensa. “Eu certamente não vou apoiá-los e eu peço aos moradores de Nova York que não invistam neles”, disse.

Em resposta, a Chick-fil-A emitiu uma declaração: “A cultura Chick-fil-A e tradição de serviço em nossos restaurantes é tratar cada pessoa com honra, dignidade e respeito – independentemente de suas crenças, raça, credo ou orientação sexual. Somos uma empresa de restaurantes composta por 80 mil pessoas que representam diferentes origens e crenças, e estamos todos focados em oferecer ótima comida, serviço e hospitalidade”, diz.

Ajuda para os desabrigados

Em dezembro do ano passado, outro caso foi comentado. Várias lanchonetes da rede abriram suas portas excepcionalmente no domingo (27 de dezembro de 2015) para entregar refeições às vítimas das enchentes que deixaram milhares de desabrigados em diversas cidades dos Estados Unidos.

O site ‘Christian Post’ relatou que a rede normalmente não abre aos domingos – para que seus funcionários possam ir tranquilamente à Igreja e aproveitar o dia com suas famílias – mas as lojas situadas no Texas ‘quebraram’ esta regra para servir alimentos às famílias afetadas pelos recentes furacões e enchentes mortais.

Pelo menos 11 pessoas morreram nas tempestades e muitas casas e edifícios foram destruídos. Além das vítimas das enchentes, as refeições também foram servidas gratuitamente para as pessoas que têm ajudado nas buscas por pessoas desaparecidas.

 

Com informações CPAD News
Imagem: reprodução

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