Gilmar Mendes quer proibir igrejas de lançar candidatos

Segundo o ministro Gilmar Mendes, muitas igrejas usam a religião para influenciar as eleições, contando ainda com os recursos materiais e com a própria estrutura física

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Após as votações desta semana, o trabalho do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ganhou grande destaque. Acabado o julgamento de Temer, o presidente Gilmar Mendes, diz que a Corte se dedicará a estudar mecanismos para bloquear o que considera abuso do poder econômico e a influência das igrejas nas eleições.

“Depois da proibição das doações empresariais pelo Supremo Tribunal Federal, hoje quem tem dinheiro? As igrejas. Além do poder de persuasão. O cidadão reúne cem mil pessoas num lugar e diz ‘meu candidato é esse’. Estamos discutindo para cassar isso”, afirmou Mendes em entrevista recente.

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Segundo Gilmar Mendes, o TSE precisa agir por causa do potencial abuso de poder econômico de “difícil verificação”.

De acordo com dados do TSE, a bancada evangélica cresce a cada eleição na Câmara dos Deputados: em 1998, eram 47 parlamentares e, em 2014, foram eleitos 80.

No entanto, a Frente Parlamentar Evangélica do Congresso conta com 181 deputados e quatro senadores participantes – que também incluem simpatizantes e outros parlamentares que defendem as mesmas pautas.

Investigação difícil
Em entrevista à Gazeta do Povo, a professora da FGV Direito Rio, Silvana Batini, explica que é bastante difícil fazer uma investigação profunda para comprovar a influência de lideranças religiosas no voto.

Por exemplo, com a proibição de doações de pessoas jurídicas, após as descobertas de irregularidades apontadas pela operação Lava Jato, os membros de uma igreja poderiam ser pressionados por líderes religiosos a doar diretamente para seus candidatos. Se isso ocorrer, haveria a caracterização do crime de abuso econômico, na forma de abuso de poder religioso.

Batini reclama que poderia haver ainda outros tipos de abuso. Se um pastor afirmar que o fiel precisa votar em determinado candidato alegando que é o que “Deus quer”, isso pode caracterizar abuso de poder político, acredita.

Diante dessas situações, é possível que a Justiça Eleitoral estabeleça novos parâmetros para julgamentos onde o abuso religioso esteja configurado.

 

Com informações Gospel Prime e Guiame
Imagem: Reprodução web

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1 Comentário

  1. O PCC,outras organizações criminosas tem muito dinheiro……..oque ele deveria estar preocupado, é
    com um tribunal que funciona no máximo 1ou 2 vezes,para que é consome milhões do dinheiro público,esse é Brasil com suas castas.

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