12 curiosidades sobre as Crônicas de Nárnia

A série britânica de fantasia de C. S. Lewis tem encantado várias gerações em todo o mundo
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As Crônicas de Nárnia é uma série composta por sete livros de fantasia, escritos por C. S. Lewis entre 1949 e 1954,, que ganhou adaptação para o cinema desde 2005, com o filme “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”. Desde então foram lançados dois filmes da série: As Crônicas de Nárnia: Principe Caspian e As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada. As histórias das crônicas se passam no mundo fantástico de Nárnia, onde existe magia, animais falam e há guerras entre seres do bem e do mal.

“O mal será bem quando Aslam chegar,
 Ao seu rugido, a dor fugirá,
Nos seus dentes, o inverno morrerá,
Na sua juba, a flor há de voltar.”
C. S. Lewis, A Última Batalha

 

 Separamos algumas curiosidades sobre essa magnífica saga que tem encantado crianças e adultos há décadas:

1 – O autor

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Clive Staples Lewis nasceu em 1898, em Belfast (Irlanda do Norte) e morreu em 1963, em Oxford (Inglaterra). Além de escritor, ele também foi teólogo e professor universitário. Escreveu dezenas de livros, incluindo obras sobre apologética cristã, poesias, uma trilogia de ficção científica e, é claro, ‘As Crônicas de Nárnia’. Durante a Segunda Guerra Mundial, ficou conhecido por dar palestras motivadoras na rádio BBC de Londres. Conviveu com vários escritores famosos, como Tolkien, T. S. Eliot, Owen Barfield e G. K. Chesterton.

2 – Nárnia e o Cristianismo

A série ‘As Crônicas de Nárnia’ faz várias alusões à Bíblia e ao cristianismo, apesar de autor ter afirmado que as conexões não foram propositais. O leão Aslan, por exemplo, seria uma alegoria de Deus, já que ele criou o mundo de Nárnia e aparece em todas as histórias como um conselheiro. Além disso, ‘As Crônicas de Nárnia’ têm vários elementos das mitologias nórdica e grega, como faunos, sereias, dríades, duendes e dragões. Em um diálogo, Lúcia diz: “No nosso mundo também já aconteceu uma vez que, dentro de uma certo estábulo, havia uma coisa que era muito maior que o nosso mundo inteiro”.

No último livro, há ainda um diálogo interessante entre as crianças e Aslan, transfigurado em forma de cordeiro:

— Por favor, Cordeiro –disse Lúcia-, é este o caminho para o país de Aslam?
— Para vocês, não –respondeu o Cordeiro
–. Para vocês, o caminho de Aslam está no seu próprio mundo.
— No nosso mundo também há uma entrada para o país de Aslam? –perguntou Edmundo–.
— Em todos os mundos há um caminho para o meu país –falou o Cordeiro. E, enquanto falava, sua brancura de neve transformou-se em ouro quente, modificando-se também sua forma. E ali estava o próprio Aslam, erguendo-se acima deles, e irradiando luz de sua juba. (…)
— Nosso mundo é Nárnia –soluçou Lúcia–. Como poderemos viver sem vê-lo?
— Você há de encontrar-me, querida –disse Aslam–.
— Está também em nosso mundo? –perguntou Edmundo–.
— Estou. Mas tenho outro nome. Têm de aprender a conhecer-me por esse nome. Foi por isso que os levei a Nárnia, para que, conhecendo-me um pouco, venham a conhecer-me melhor.

 3 – Os livros

A série de 7 livros é a obra mais conhecida de Lewis, sendo considerada um clássico da literatura, tendo vendido mais de 120 milhões de cópias mundialmente, figurando como uma das obras literárias mais bem sucedidas e conhecidas de todos os tempos, traduzida em 41 idiomas. O volume único em inglês, com as sete histórias de ‘As Crônicas de Nárnia’, publicado pela editora Zonderkidz, tem 768 páginas.

4 – Obra infantil?

‘As Crônicas de Nárnia’ não é uma obra declaradamente feita para crianças. No entanto, o público infantil tem grande identificação com as histórias, já que, na maioria delas, os personagens principais são meninos e meninas. Além disso, a linguagem empregada por C. S. Lewis é leve e simples, o que contribui para a compreensão infantil.

5 – Adaptações

A primeira adaptação de ‘O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa’ ocorreu em 1967, com episódios de trinta minutos para TV. Em 1979, o mesmo livro foi adaptado para desenho animado. No final dos anos 80, a BBC adaptou os quatro primeiros livros em uma série de TV (que depois foi compilada em três filmes). Além disso, a série de C. S. Lewis se tornou peça radiofônica e apresentações teatrais. Em 2005, a Disney lançou ‘O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa’ nos cinemas. O filme fez tanto sucesso que, logo, a sequencia foi encomendada. ‘Príncipe Caspian’ estreou em 2008. Já a última adaptação foi feita pela 20th Century Fox: ‘A Viagem do Peregrino da Alvorada’, que estreou em 2010.

 6 – Filmagens

As três últimas adaptações, feitas pela Disney e pela 20th Century Fox, foram filmadas em várias partes do mundo, como Nova Zelândia, Polônia, República Tcheca, Eslovênia e Austrália. No filme ‘Príncipe Caspian’, as cenas da cidade de Londres foram filmadas em Praga; e os prédios londrinos foram inseridos nas imagens por computação gráfica.

7 – Prêmios

O autor de ‘As Crônicas de Nárnia’, C. S. Lewis, foi premiado em 1956 com a Medalha Carnegie, pelo livro ‘A Última Batalha’ (o último da saga).

 8 – Legado de C.S. Lewis

C. S. Lewis inspirou vários outros escritores contemporâneos, como Daniel Handler (Desventuras em Série) e J. K. Rowling (Harry Potter). Em homenagem à sua contribuição à literatura, há uma estátua do autor entrando em um guarda-roupa, em sua cidade natal, Belfast, na Irlanda do Norte.

9 – Nárnia no Brasil

No Brasil, a série As Crônicas de Nárnia foi editada inicialmente pela ABU Editora, e era praticamente desconhecida até o filme The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe, uma adaptação do segundo livro da série, ser lançado em 2005, fato que fez com que os livros fossem os mais vendidos no país.

10 – Emoções reais

A chegada de Lúcia em Nárnia no primeiro filme, foi realizada buscando o máximo de realismo. Para isso a produção fez com que Georgie Henley (Lúcia) não visse o cenário de neve antes das gravações. Eles a colocaram de olhos vendados no local, ao abrir, a cena foi composta da admiração real da atriz (e da personagem) pelo local.

11 – Aceita uma xícara de chá?

Na cena em que Lúcia compartilha uma xícara de chá com Sr. Tumnus, na verdade a atriz estava tomando leite, pois odeia chá.

12 – Nárnia e O Senhor dos Anéis

Tolkien (escritor da saga O Senhor dos Anéis) e Lewis foram grandes amigos durante décadas, sendo este responsável pela conversão de Lewis ao cristianismo. Na época da morte de Lewis (em 1963). A amizade entre os dois escritores foi explorada no livro O Dom da Amizade: Tolkien e C. S. Lewis. A publicação de O Senhor dos Anéis foi muito incentivada por Lewis, que aliás foi um dos primeiros a ouvir a história, juntamente com Christopher Tolkien. Tolkien jamais deixou de admirar Lewis como amigo, embora não gostasse da maioria de seus livros, em especial As Crônicas de Nárnia, que entendia como sendo alegórico e infantil demais. Embora houvesse criticado em diversos pontos as histórias de Lewis, Tolkien alegou que o enredo desta história seria um instrumento para emitir-nos valores cristãos e bíblicos.


Com informações de Superinteressante, WikipediaTon Birth

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