Cristãos fogem de Sinaí por medo do Estado Islâmico

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Centenas de coptas que fogem de Al Arish, capital do Sinai do Norte, após o assassinato de sete coptas em um mês

EGITO – “Kamal foi morto diante dos meus olhos. Eram 6 homens encapuzados. O pararam na rua e pediram documento, quando viram que era cristão lhe dispararam na nuca e fugiram na moto”.

Abdalá Shukrali relata conta sobre o assassinato ainda atordoado por um evento que o tem perturbado e assustado centenas de moradores cristãos de Al Arish, capital do Norte do Sinai. No mês passado os militantes da filial local do auto-intitulado Estado Islâmico, causaram a morte de sete membros da minoria copta, na península  que faz fronteira com a Faixa de Gaza.

Na última quinta-feira, dezenas de famílias como a de Abdalá, iniciaram uma caminhada ruma a Ismailia, uma das principais cidade egípcias no canal de Suez.

“Alguém deixou uma mensagem com ameaças de baixo da porta. Na manhã seguinte fugimos com a roupa do corpo. Vivi 40 anos em Sinaí e jamais havia deixado minha casa como agora”, balbuciou o aposentado de 65 anos.

Ele não é o único a lamentar na igreja em Isamailia, onde estão muitos abrigados que chegaram fugindo do EL. Nawa Fauzi descansa no jardim, vestida de luto, seu cunhado Medthat morreu na semana passada em um dos assassinatos que semearam o terror em Al Arish.

“As dez da noite bateram na porta e Medthat abriu, dispararam sem dizer nenhuma palavra. Saad, seu pai, também foi assassinado. Logo depois, incendiaram a casa”, disse Nawa, que não voltou ao povoado desde o funeral. “Deixei tudo pra traz. Não tenho esperança de voltar logo”, acrescentou em voz baixa.

Desde 2013 o regime do ex chefe do Exército Abdelfath al Sisi que foi incrementado pelas forças de segurança em uma área sem imprensa que possa apresentar os fatos, vem assassinando e destruindo casas na fronteira de Rafah.

Fadi Muris, um dos voluntários para ajudar famílias desabrigadas por haver fugido, está vivendo entre os muros da igreja anglicana de Ismailia, uma comunidade onde está a sede do canal dos britânicos.

Estado islâmico anunciou pela enésima vez, a ameaça contra a minoria cristã, que representa 8% da população egípcia. No vídeo, Abu abdalá al Masri, (identificado como o suicida que matou 28 pessoas em dezembro de 2016 na catedral do Cairo), prometia “matar infiéis” que povoam a terra dos faraós.

“Os terroristas asseguraram que tem a lista dos cristãos que vivem na cidade. Nos vigiam e conhecem nosso passos”, disse Remi Refaat, professor que fugiu com seus pais e irmãos. “Saímos rapidamente, porque também ameaçaram aos motoristas que ajudam aos cristãos fugirem de Al Arish”.

 

Com informações Notícias Cristianas
Imagem: reprodução

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