Centrais sindicais, as reformas e a igreja de Cristo

O que está por trás da greve que paralisou funcionários em todo país?

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“Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.” (Atos 5:29)

O papel do cristão é primeiramente obedecer a Deus. Deus está acima de todas as coisas. Todo o  caminho que desonre a Deus e sua Santa Palavra deve ser rejeitado. O apóstolo Pedro estabeleceu um fundamento: Importa obedecer a Deus, do que os homens. Como a igreja pode apoiar sindicatos e suas pautas sem antes fazer uma profunda pesquisa da realidade? É no mínimo imprudência apoiar causas sem nem mesmo ter estudado as propostas de reformas do atual governo. Mas eu iria longe! É preciso conhecer um pouco da história dos sindicatos no Brasil e como funcionam as greves neste país onde todos em tudo são enganados. No dia a dia o brasileiro bem sabe do que eu estou falando.

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Um pouco da história

O sindicalismo tem origem nas corporações de ofício na Europa medieval. No século XVIII, durante a revolução industrial na Inglaterra, os trabalhadores, oriundos das indústrias têxteis, doentes e desempregados, mulheres e crianças que eram explorados de forma injusta, juntavam-se nas sociedades de socorros mútuos.

Durante a revolução francesa surgiram ideias liberais, que estimulavam a aprovação de leis proibitivas à atividade sindical, a exemplo da Lei Chapelier que, em nome da liberdade dos Direitos do Homem, considerou ilegais as associações de trabalhadores e patrões. As organizações sindicais, contudo, reergueram-se clandestinamente no século XIX com apoio da Maçonaria. No Reino Unido, em 1871, e na França, em 1884, foi reconhecida a legalidade dos sindicatos e associações. Com a Segunda Guerra Mundial, as ideias comunistas e socialistas predominaram nos movimentos sindicais espanhóis e italianos e todo sindicato a partir  deste ponto vai está sob o controle da ideologia.

Nos Estados Unidos, o sindicalismo nasceu por volta de 1827 e, em 1886, foi constituída a Federação Americana do Trabalho (AFL), contrária à reforma ou mudança da sociedade. Defendia o sindicalismo de resultados.

E no bananal? Sua origem remonta nos últimos anos do século XIX e está vinculado ao processo de transformação de nossa economia, cujo centro agrário era o café: substituição do trabalho escravo pelo trabalho assalariado; transferência do lucro do café para a indústria; e poder político nas mãos dos cafeicultores. Suas primeiras formas de organização foram:

  1. Sociedades de socorro e ajuda mútua;
  2. União operária, que com o advento da indústria passou a se organizar por ramo de atividade dando origem aos sindicatos.

Em 1720 um dos primeiros e mais importantes movimentos grevistas ocorreu no Porto de Salvador, na época o maior das Américas, depois em 1858 uma greve no Rio de Janeiro. Os tipógrafos se revoltaram contras  as injustiças dos seus patrões. Mas em 1892 uma tentativa de criar o primeiro partido socialista não teve sucesso. Somente em 1906 foi realizado o l Congresso Operário Brasileiro. Um total de 32 delegados na sua maioria do Rio e São Paulo lançaram as bases para a fundação da Confederação Operária Brasileira (C.O.B.). Neste Congresso participaram as duas tendências existentes na época:

  1. Anarco-Sindicalismo, negava a importância da luta política privilegiando a luta dentro da fábrica através da ação direta. Negava também a necessidade de um partido político para a classe operária;
  2. Socialismo Reformista, tendência que propunha a transformação gradativa da sociedade capitalista defendia a Organização Partidária dos Trabalhadores e participava das lutas parlamentares. A ação anarquista começa a se desenvolver entre 1906 até 1924.

Pois bem, todo sindicalismo brasileiro que vai existir a partir de 1924 vai está sob a tutela  da ideologia  marxista. Portanto, os movimentos sindicais que outrora tinha na sua origem defender o trabalhador e seus direitos, passaram a ser instrumentos para tomada das instituições e promover a anarquia em caso de governo opositor aos seus ideais. A partir da era Vargas (fascismo) todos os movimentos operários estavam sob a tutela dos socialistas e as greves explodiram por todo país. 1967 –  é criado o Movimento Intersindical anti-Arrocho (MIA). Participaram os sindicatos dos metalúrgicos de São Paulo, Santo André, Guarulhos, Campinas e Osasco para colocar um fim ao arrocho salarial. Somente em Agosto de 1983 – Nasce a Central Única dos Trabalhadores – CUT. Sindicalismo classista e de massas, combativo. Classista porque não reduz o trabalhador a um vendedor da força de trabalho, ainda que parta desta condição imposta pelas relações capitalistas de trabalho para desenvolver sua ação sindical.

O sindicalismo classista considera o trabalhador dentro de um horizonte mais amplo, como classe produtora de riqueza social. Duas características básicas definem o sindicalismo classista e de massas da CUT:

  1. Sua luta por atrair a maior participação possível de trabalhadores;
  2. Sua capacidade de organizá-los em oposição à classe “burguesa”.

Portanto, o caráter classista da CUT implica em articular as lutas imediatas com o projeto do materialismo histórico da classe trabalhadora, base do pensamento marxista. E, nesta condição, assumir o socialismo como sua cosmovisão e primeira etapa para avançar nas ocupações, sempre procurando a participação de todos os trabalhadores, com finalidade de doutriná-los a ponto de se tornarem militantes em busca de novos recrutas. Claro que a CUT já saiu da esfera da classe operária e agora ela mobiliza estudantes, índios e movimentos agrários como MST. Nesta última manifestação essas classes se encontraram, fácil de achar índios, estudantes, operários e membros do MST.

 

Enfim, temos um pequeno quadro das raízes sindicais na República da Banânia. Um fato não pode ser negado, antes de acontecer as revoluções comunistas no mundo, o Brasil já era um laboratório das ideologias socialistas que mataram mais de 100 milhões de pessoas no mundo. Tudo no Brasil tem a influência do marxismo. A narrativa histórica deste país deve ser repensada e reavaliada em documentos primários para se construir uma narrativa pelo menos que se aproxima de uma imparcialidade.

Podemos confiar no sindicalismo brasileiro?

Será mesmo  que os sindicatos lutam pelos direitos dos trabalhadores – ou por suas causas ideológicas? O sindicalismo no seu ponto inicial já não existe mais. Hoje as centrais sindicais são modelos dos sovietes. Em 1905 os sovietes, essencialmente, eram simples comitês de greve. Mas como  Anton Pannekoek (Astrônomo e teórico marxista neerlandês – Universidade de Leiden – sul da Holanda) descreveu os conselhos: “Operários da Revolução Russa de 1905, funcionava com a intenção de servir ao Estado e o que eles decidiam era executado pelos trabalhadores, enquanto o governo e a polícia ficavam de lado, conscientes de sua impotência contra as massas rebeldes”.  As centrais sindicais do Brasil funcionam em torno do esquerdismo. Nestes 13 anos de governo do PT não houve uma greve geral. O ex-presidente Lula se gabava em público que “se entendia muito bem” com os movimentos sociais e sindicais. No governo Dilma Vana Rousseff havia claramente uma parceria intima entre governo e  as centrais sindicais. Antes do impeachment, o presidente da CUT nacional, senhor Vagner Freitas disse que defenderia o governo e se possível pegaria até em armas para defender Dilma dos ‘’burgueses’’. Veja:

Claramente o mesmo modelo dos sovietes. Quando oposição ao governo parceria  mudo o modelo de operação para  gerar o caos e criar um cenário propicio para retomada do governo. Observe às pesquisas, a última postada pela Datafolha em 30-04-2017 coloca Luiz Inácio Lula da Silva disparado com 31% para presidência em 2018. Então o X da questão não é o governo Temer, mas a tentativa de evitar que Lula vá para cadeia e retorne o poder para novamente a parceria entre Estado e sindicais seja ampliada e prossiga no seu agigantamento.

Como funciona? Por  hierarquia de grupos. Primeiro, os partidos de esquerda acionam  o segundo grupo: centrais sindicais. Segundo, as centrais sindicais mobilizam como massa de manobra a classe operária, professores, estudantes e índios, membros do MST para manifestações de natureza anárquica; Terceiro,  este último aciona o quarto grupo: estudantes, pobres, homossexuais, progressistas da cultura, defensores do aborto, defensores da descriminalização das drogas e ativistas raciais. A pauta chave é o discurso de luta pelos ‘’direitos dos trabalhadores’’. Na gestão petista não aconteceu uma mobilização nacional para reclamar de reforma trabalhista ou previdência. Lula e Dilma (antes do impeachment) defendiam a reforma da providência.  Veja:

Mas o que de fato está por trás desta greve? Simples, perderam a boquinha!

Atualmente, o pagamento da contribuição sindical é obrigatório e vale tanto para os empregados sindicalizados quanto para aqueles que não são associados às entidades de classe. Uma vez ao ano, é descontado o equivalente a um dia de salário do trabalhador. Em um país com as relações trabalhistas e sindicais fortemente controladas pelo estado – reflexo da lógica fascista de Getúlio Vargas, criador da Lei da Sindicalização (1931) e da CLT (1943) – a criação de sindicatos aumenta todos os anos. Há neste momento no Brasil um total de 16.431 sindicatos, sendo 11.257 de trabalhadores e 5.174 de empregadores, fora as confederações, federações e centrais sindicais.

Somente em 2016, os sindicatos receberam 3,5 bilhões de reais retirados a força de trabalhadores e empregadores. Veja:

Com a nova proposta de reforma a contribuição deixa de ser obrigatória. A reforma trabalhista vai trazer a flexibilização da contribuição sindical. Este é um dos motivos da histeria da última greve geral; o segundo motivo é óbvio, se aproxima o dia em que Lula vai depor em Curitiba. Lá ele ficará de frente ao juiz Sérgio Moro, onde prestará depoimento sobre seu envolvimento com a OCRIM. Lula é o último suspiro da esquerda, devido ao seu populismo se não estiver preso certamente será o candidato que vai unir toda esquerda para subir a rampa do Palácio do Planalto.

E a Igreja de Cristo, como deve se posicionar?

O direito a greve é protegido pela nossa Constituição Federal, o direito de não aderir à greve também é garantido. Mas nem de longe as centrais sindicais respeitam os direitos. Aqui na Bahia (Estado onde eu moro) sindicalistas ameaçaram comerciantes, empresários, funcionários públicos e usaram estudantes do ensino médio nas suas pautas obscuras. O cristão não pode participar de greves com fins ideológicos –  que tais manifestações prejudicam o comércio, o trabalhador que deseja trabalhar; danos ao patrimônio público e violência generalizada. É muito estranho que igrejas sérias tenham apoiado a greve passada. Na realidade é inadmissível elogiar pautas que em sua essência promovem guerra de classes. As centrais sindicais seguem a máxima do seu profeta Karl Marx: “A história de todas as sociedades existentes até então é a história de luta de classes”.

O pensamento cristão é antagônico ao pensamento socialista, associar os dois é esquizofrenia! Portanto, a Igreja não pode abraçar a loucura política dos pelegos do petismo. Cabe a igreja estudar, conhecer a fundo as reformas. Ser contra por ouvir falar é algo perigoso. Estamos numa geração que ‘’sabe de tudo’’ sem ler uma linha de livro ou notícia séria; de investigação apurada. Neste exato momento pessoas se posicionam contra sem ter o mínimo de conhecimento sobre os projetos reformistas. É preciso prudência, cuidado antes de abraçar uma causa que pode ter sido criada através da desinformação. O Brasil está bem longe do ideal, e de longe essas reformas vão ajudar o trabalhador. A igreja precisa refletir, este ano será eleitoral, as centrais sindicais estão armando um palanque. Não podemos ajudar a ressuscitar um moribundo que em 13 anos organizou o maior Estado criminoso de que se tem notícia.

Por Heuring Felix Motta
Redação Consciência Cristã News
Imagem: MDD


Bibliografia consultada:

1-http://www.sintet.ufu.br/sindicalismo.htm#ORIGENS DO SINDICALISMO NO BRASIL

2-http://www.terra.com.br/noticias/especial/1demaio/maio_3.htm

3-http://www.cut.org.br/

4-http://www.ilisp.org/noticias/numero-de-sindicatos-brasileiros-ultrapassa-16-mil-com-arrecadacao-de-35-bilhoes/

5-http://g1.globo.com/politica/noticia/fim-de-contribuicao-sindical-obrigatoria-gera-tensao-na-base-diz-lider-do-governo.ghtml

6- Camaradas , uma história do comunismo mundial – Robert Service – Difel

7- O manifesto do partido comunista – Marx  e Engels – Martin Clarent

8- Os 10 livros que estragaram o mundo –  Benjamin Wiker – Vide Editorial

9-  A mente esquerdista, as causas psicológicas da loucura política –  Dr. Lyle H. Rossiter – Vide Editorial

 

 

 

 

 

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4 Comentários

  1. Concordo em parte. Odeio a ideologia de esquerda, mas como conhecedor do Direito sei que direitos das camadas mais fracas da população estão sendo extintos em prol de uma minoria lobbysta, de grandes devedores da previdência, além de fraudes e desvios de dinheiro da previdência. Isso também é pecado de deve ser denunciado.

  2. Sou evangélico, participo do Consciência Cristã. Entretanto acho um absurdo esse tipo de defesa a um lado político. Temos que compreender que dentro da própria igreja existem irmãos com posicionamentos políticos distintos, e compreensões diversas acerca da função e organização do Estado e sua relação com a economia. Não cabe a igreja uniformizar, a quem votar, ou demonizar determinados partidos políticos.

    • Cristóvão. Graça e paz.

      É uma benção contar com você, pois há muito mais nos unindo do que nos separando.

      Sobre o texto, trata-se de um artigo de opinião. Ele versa sobre polítca, obviamente, mas não defende o voto neste ou naquele partido, como você pode ver.

      O texto é uma tentativa de aplicar os principios da cosmovisão cristã às questões políticas. Como cristãos, por caus ade nossa cosmovisão, seremos sempre contrários a tudo aquilo que diminui a dignidade do ser humano, feito a imagem de Deus. Nossa posição bíblica nos levará sempre para longe de regimes despóticos e perseguidores da fé, como foi o comunismo. O excelente livro “E Agora, como viveremos?” publicado pela CPAD é uma bela e rica introdução a este tema.

      Causas abortistas, liberação das drogas, pedofilia entre outras, sempre serão mencionadas (e refutadas) em nossos artigos, sem que isso represente partidarismo, até porque jamais indicamos partido ou candidato algum.

      A decisão de voto cabe à consciência de cada irmão. A nós, cabe aplicar os principios da cosmovisão cristã à vida, formando uma genuína consciência cristã em nossa sociedade.

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