Caso Malafaia mostra que origem do dinheiro das igrejas importa

O ano de 2016 passou o Brasil a limpo, seja através dos desdobramentos da Operação Lava Jato, do processo de impeachment ou mesmo da chamada lei de repatriação. O que nós não contávamos, era que, antes de terminar o ano, as igrejas também seriam convocadas e prestar contas de uma maior transparência e legalidade na utilização de recursos financeiros.

O caso Silas Malafaia trouxe ao centro uma discussão que possui interconexões das mais profundas e complexas, que podemos imaginar para este momento de amadurecimento da sociedade brasileira, à saber: o dinheiro de uma fonte ilícita torna lícito o pagamento de honorários? Sejam estes na modalidade jurídica ou mesmo espiritual, originados de uma oração?

Na essência da defesa jurídica, todos são inocentes até que se prove o contrário. Em tempos de Lava Jato e repatriação, todos, se não checaram a origem dos seus relacionamentos econômicos, estão sujeitos à coautoria.

Nunca se investiu tanto em compliance, ou seja, checar de todas as formas possíveis quais as consequências que existem em se estabelecer um relacionamento, principalmente econômico, com uma determinada pessoa física, jurídica ou grupo destas.

Malafaia orou e ganhou R$ 100 mil por isso, não checou a origem do dinheiro e foi tragado para o centro de uma discussão que transcende as fronteiras brasileiras e teológicas.

O pastor Malafaia, em um sentido teológico, foi convocado por Deus, para ser exemplo a todo o seu povo, de que agora em diante, além de saber de quem está recebendo, deverá também prestar contas de sobre onde está investindo.

De outro lado, não somente advogados e prestadores de serviços em geral, mas todos os setores, aos poucos, vão sofrendo uma boa e legítima pressão: a de que não basta ganhar dinheiro, este tem que ser de boa origem.

 

Redação Consciência Cristã News
Com informações da UOL

Imagem: Reprodução

 

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